Dragões dominaram um Nápoles cauteloso, mas não conseguiram marcar em noite de casa cheia.

O plantel bem gostaria de ter presenteado a casa cheia no Dragão com golos, mas o jogo de apresentação do FC Porto para a época 2015/16 terminou mesmo com um nulo. Ao velho estilo italiano, o Nápoles apresentou uma equipa cautelosa e determinada em não sofrer golos, o que se pode ter revelado um bom teste para encontrar soluções para a nova temporada. Este sábado, houve falta de pontaria e algumas boas intervenções de Pepe Reina, que impediram os portistas de marcar na noite em que em que Dani Osvaldo se estreou e em que Cissokho voltou a vestir de azul e branco, seis anos depois. O francês, bem como Brahimi, saíram lesionados, na nota mais negativa do encontro, que terminou com os adeptos portistas a aplaudir a equipa.

Nas escolhas iniciais, pareceu detectar-se a vontade de Julen Lopetegui estabilizar um onze tipo. Quatro dias depois de regressar ao clube, Cissokho assumiu a titularidade na esquerda da defesa, com Rúben Neves, Imbula e Herrera a comporem o meio-campo. Na frente, Varela, Aboubakar e Brahimi iniciaram o encontro, mas o argelino foi forçado a dar o lugar a Tello logo aos 18 minutos, por lesão. Esse facto não travou uma primeira parte dominadora dos Dragões, que demonstraram uma clara vontade de agradar aos sócios e de impor um ritmo elevado.

Perante um adversário que procurou essencialmente defender bem (mas não muito recuado no terreno) e lançar contra-ataques, foram os Dragões a criar mais situações de perigo. Aos quatro minutos, Herrera quase abria o marcador numa intercepção que saiu caprichosamente por cima da trave; aos 13, Marcano cabeceou ao lado, após cruzamento de Varela; e aos 28 foi Herrera a não acertar no alvo, servido por Maxi. Varela esteve especialmente activo, quer na ala direita quer na esquerda, e praticamente ofereceu o golo a Tello, que rematou ao lado, aos 37. A falta de pontaria foi evidente e do outro lado o Nápoles não parecia estar tão disposto a perdoar - na única oportunidade da primeira parte, Insigne obrigou Casillas a uma defesa difícil, aos 23.

Para além da troca de Cissokho por José Ángel, no final da primeira parte, Lopetegui fez cinco substituições ao intervalo. Casillas, Marcano, Rúben Neves, Herrera e Varela cederam o lugar a Helton, Martins Indi, Danilo, André André e Bueno, que se posicionou como extremo esquerdo. A ideia parece ter sido ver em campo cinco concorrentes directos dos jogadores que iniciaram a partida. Os dados da partida não se alteraram muito, se bem que, com tantas substituições, o futebol se tenha tornado mais incaracterístico. Aos 58 minutos, parece ter ficado por marcar uma falta de Hysaj sobre Maxi, que daria direito a uma grande penalidade.

As substituições continuaram - nenhum jogador do FC Porto alinhou os 90 minutos - e a menor organização táctica favoreceu o futebol mais expectante do Nápoles, com Maggio a isolar-se na direita, aos 66 minutos, mas a rematar por cima. Dois minutos antes, Tello não tinha conseguido servir Dani Osvaldo, que se encontrava livre na área e pronto para marcar. Num último assomo, aos 74 minutos, Ricardo forçou Pepe Reina a uma defesa de recurso e depois foi José Ángel a disparar de fora da área, ligeiramente ao lado. Já nada havia a fazer e agora há que apontar baterias para a estreia na Liga portuguesa: é exactamente daqui a uma semana, no Dragão, às 20h45, e o adversário é o Vitória de Guimarães.

Fonte: www.fcporto.pt

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