Maicon, Marcano e Alex Sandro foram os mais utilizados nos quatro jogos particulares do estágio alemão​.

Ao contrário do que aconteceu em Horst, na Holanda, o plano de trabalho de Julen Lopetegui, na Alemanha, contemplou menos sessões de treinos e mais jogos. No total dos quatro que o FC Porto realizou durante os dez dias do segundo estágio, foram utilizados 24 jogadores que realizaram uma média de cerca de 155 minutos cada.

Em fase de testes, o treinador espanhol apresentou sempre uma equipa diferente, procurando dar a todos o mesmo tempo de jogo. No sector defensivo, porém, essa rotatividade não foi tão evidente, já que três jogadores ultrapassaram largamente a média total de minutos - Marcano, Maicon e Alex Sandro somaram mais de 200 -, o que explica, em parte, a consistência defensiva que os Dragões já revelam e que está plasmada nos dois únicos golos sofridos nestas quatro partidas.

No topo da lista dos que mais estiveram em campo estão os três defesas, seguidos por cinco companheiros que também superaram as duas centenas de minutos: Casillas, Rúben Neves, André André, Brahimi e Aboubakar. Mas à excepção de Herrera, que chegou perto do fim do estágio, e de Imbula, que esteve fisicamente limitado durante parte dele, a maioria dos jogadores somou aproximadamente o mesmo tempo de utilização, o que torna difícil desvendar o onze que entrará em campo no primeiro jogo oficial da nova época, frente ao Vitória de Guimarães, para a Liga portuguesa (15 de Agosto, 20h45). A partida com o Nápoles, em que o plantel do FC Porto será apresentado aos adeptos, poderá ajudar neste exercício, assim como a confirmar os progressos evidenciados pela equipa nestes últimos tempos.

É verdade que a digressão alemã teve um início algo periclitante, com uma derrota frente ao Borussia Mönchengladbach e um empate diante do Schalke 04 (dois adversários mais adiantados na preparação da época), mas terminou com sinais muito positivos na Colónia Cup. Se no jogo com o Valência, a equipa apresentou mais automatismos, uma boa dinâmica ofensiva e foram quase sempre melhores do que o adversário, faltando-lhe apenas eficácia na hora do remate, frente ao Stoke City juntou golos a uma exibição que deixou água na boca para o que aí vem. Como afirmou Lopetegui no final do encontro de sábado​, a equipa “está a ir de menos a mais” e foi, de facto, isso que se viu na Alemanha. As duas semanas que restam da pré-época podem não ser suficientes para que ela chegue já ao topo da forma, mas ajudá-la-ão certamente a estar muito próxima dele.​

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