​I​nternacional italiano tem corrido o mundo a marcar golos. Já passou por Argentina, Itália, Inglaterra e Espanha

I have my freedom, but I don't have much time ("Tenho a minha liberdade, mas não tenho muito tempo"), assim canta Mick Jagger em Wild Horses, assim pensa Pablo Daniel Osvaldo, o novo avançado do FC Porto, que já passou pelos melhores campeonatos da Europa. Durante a carreira já representou 11 clubes, marcou golos por todos eles e mostrou que não lhe falta talento.

Falamos de um jogador que não é igual a tantos outros: fã de rock, dos britânicos Rolling Stones e Pink Floyd, este italiano de sangue argentino, 14 vezes internacional pela Squadra Azzurra, toca piano e guitarra e gosta de ler - é fã do escritor francês Frédéric Beigbeder. Em campo entusiasma-se com o jogo e o desafio de triunfar, mas ver futebol não é a sua actividade favorita, pois o que gosta mesmo é de música. “Estudo muito guitarra e piano. Não sou amante de futebol. Mal termina o jogo, desconecto-me”, disse numa entrevista ao diário italiano La Gazzetta dello Sport.

A bola é uma tentativa de Dani Osvaldo, de 29 anos, recapturar a sua infância difícil nas ruas de Buenos Aires. Começou a namorar as balizas na academia do Lanús, na Argentina, onde nasceu, mas foi no Huracán, em 2005, que despontou um finalizador nato, fisicamente forte e com presença na área, que combina aceleração, técnica, raciocínio rápido e excelente posicionamento. Bastaram 33 jogos numa época, em que apontou 11 golos, para despertar a cobiça de clubes europeus. Transferiu-se para a Atalanta, em Itália, passando posteriormente pelo Lecce, Fiorentina e Bolonha. Em 2009, mudou-se para a Catalunha, onde, ao serviço do Espanhol, marcou 22 golos em 47 encontros.

O bom trabalho realizado em Espanha levou-o para a AS Roma. Passou duas temporadas na capital italiana, onde apontou 28 golos em 57 jogos, numa das quais terminou no terceiro lugar no pódio dos melhores marcadores do campeonato. Foi depois transferido para o Southampton, clube em que não foi feliz, tendo sido emprestado à Juventus. Em Turim venceu o scudetto, mas depois foi de novo cedido, por empréstimo, ao Inter de Milão, de onde partiu para a Argentina para cumprir um sonho de criança: vestir a camisola do Boca Juniors, tendo marcado seis golos em 14 partidas. Chega agora ao Dragão e na bagagem, para além de uma guitarra, traz a promessa de muitos golos.

Fonte: www.fcporto.pt

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