JN tentou “justificar o injustificável” com entrevista do presidente do Conselho de Arbitragem.

Jorge Nuno Pinto da Costa apelidou de “lamentável” e “ridícula” a entrevista de Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem, ao Jornal de Notícias, que foi publicada este sábado. Em declarações ao Porto Canal, antes do arranque do jogo entre FC Porto e Nápoles, o presidente dos Dragões frisou que continua sem entender os critérios para as nomeações dos árbitros, que foram explicitados pelo dirigente na entrevista.

"Não consegui encontrar em tudo o que ele disse razões para que tivesse sido escolhido para o Guimarães-FC Porto da temporada passada um árbitro que tinha descido de divisão e sido repescado administrativamente. Não consegui ver em nenhuma explicação do Vítor Pereira onde encaixava essa nomeação”, referiu Pinto da Costa, que não deixou de comentar o momento escolhido pelo jornal para a entrevista. “Sou leitor assíduo do JN, embora discorde totalmente com a forma como actualmente trata o FC Porto, sem cuidado. Deu com grande destaque que o Drogba era hipótese, quando nunca foi falado. Achei interessante que, no dia da apresentação do FC Porto, a grande manchete da parte desportiva tenha sido uma entrevista com um indivíduo que toda a gente sabe que temos contestado e com factos. O próprio Vítor Pereira dá-nos razões para continuarmos a pensar assim”, afirmou.

O presidente do FC Porto interpretou o artigo como uma tentativa do JN “justificar o injustificável”, chamando ainda a atenção para um detalhe “surreal”: “O jornalista realça que a entrevista começou sem estar presente o assessor de imprensa. Afinal, quem dá a entrevista?”. A justificação para a escolha de Marco Ferreira como árbitro da final da Taça foi igualmente considerada “ridícula”: “Se o nomeou foi porque considerou que estava em boa forma e fez uma grande época. Se calhar ele está certo e quem faz a classificação e a dificuldade dos jogos é que não tem razão. Sobre tudo o que se passou com o Marco Ferreira, mais vale estarem calados”.

Revelando que recusou um convite de um jornal de Espanha para se pronunciar sobre o tema, o líder dos Dragões começou as suas declarações pela apresentação da equipa, sublinhando o “entusiasmo” dos emigrantes portugueses, que ajudaram a encher este sábado o Dragão. “O clube só pode andar para a frente se estivermos todos unidos. Quem tem responsabilidade, os técnicos, os jogadores e os adeptos, podem fazer o clube maior, mais conhecido e respeitado”, disse. Quanto ao plantel, reforçou que foi feito um “grande esforço” para o juntar, mas não esqueceu as baixas que o mesmo sofreu. “Analistas de certos canais dizem que o FC Porto tem um plantel fenomenal, mas perdemos Danilo, Jackson, Óliver e Casemiro. Além de outros, são quatro grandes jogadores que foram para grandes clubes de Espanha e da Europa”, observou.

Fonte: www.fcporto.pt

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