​Central é reforço do andebol dos Dragões para as próximas três épocas.

Rui Silva, reforço do FC Porto para as próximas três temporadas, não teve dificuldades em explicar as razões que o levaram a escolher os Dragões para prosseguir a carreira. Trata-se de um clube ganhador, que joga ao “mais alto nível” na Europa e que arrasta multidões. Após cinco temporadas no Sporting, o central revelou ao www.fcporto.pt já ter assimilado a “grandeza” dos portistas e percebido que “nada falta” aos atletas no Dragão Caixa. O novo camisola 14 estará também esta terça-feira no 45 minutos à Porto, no Porto Canal, às 21h15, para falar sobre o novo desafio.

“Houve a possibilidade de vir para o FC Porto no passado, mas foi uma questão de oportunidade. Nunca deixei de ter a ambição de jogar cá, apesar de ter escolhido outro caminho. Este é um clube em que se respira desporto e qualquer atleta gostaria de ter o orgulho e o prazer de aqui jogar. Um clube que ganha tanto, tem tanto apoio e puxa tanta gente tem de ser um grande clube”, afirmou.

O andebolista revela que não hesitou quando recebeu o convite, porque “qualquer jogador gosta de ganhar” e, para além disso, as “boas campanhas na Europa” dos azuis e brancos foram um atractivo adicional. O primeira linha nunca foi campeão nacional e nunca participou na Liga dos Campeões: o caminho para o primeiro objectivo será longo, enquanto o segundo já se encontra garantido. “O FC Porto reforçou-se muito bem, dando continuidade à grande equipa que tinha, e a prova disso é ter ganho estes campeonatos todos. O facto de poder participar nessa competição pela primeira vez é muito gratificante e poderei ajudar a equipa ao mais alto nível”, analisou.

Rui Silva, que é presença assídua nas seleções nacionais desde os 14 anos e fez parte da equipa vice-campeã europeia de juniores, em 2010, admite que a adaptação ao novo clube será “facilitada” pelo facto de encontrar vários colegas da selecção portuguesa no plantel. Para além disso, o andebol em Portugal é hoje “muito parecido” nas diferentes equipas, que seguiram o mesmo modelo de jogo dos heptacampeões nacionais. “O facto de o FC Porto ganhar repetidamente fez com que as outras equipas tivessem de ‘andar da perna’ e hoje será mais fácil adaptar-me.”

O central, que se revelou ao serviço do Xico Andebol, com apenas 16 anos, também já não terá de enfrentar o difícil ambiente dos grandes jogos no Dragão Caixa. O atleta apenas conseguiu um triunfo no pavilhão azul e branco, em 2009, precisamente ao serviço do Xico. “O FC Porto está habituado a encher pavilhões, assim como estádios, e nos cinco anos em que vinha cá defrontar o clube sentia muito isso. Os adeptos vêm com o propósito de apoiar a equipa em si, sem olhar para o marcador, porque pensam que se pode dar a volta a qualquer resultado. Não desistem e isso é muito importante para nós”, sublinhou.

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