Reviravolta na vitória frente ao Rio Ave (3-1), na 1.ª jornada da prova, com golos de Corona, Herrera e André Silva.

Os Dragões até começaram a perder, mas deram a volta frente ao Rio Ave e venceram no jogo inaugural da Liga NOS, por 3-1. Marcelo abriu o marcador, aos 36 minutos, mas o FC Porto empatou antes do intervalo, por Corona. Na segunda parte, 15 minutos iniciais de grande qualidade permitiram aos azuis e brancos completar a reviravolta, com um golaço de Herrera (o momento decisivo da partida), num remate de fora da área, e outro de André Silva, na recarga a uma grande penalidade. Muito apoiado por milhares de adeptos em Vila do Conde, os portistas conseguiram o resultado do costume (é a quarta temporada consecutiva que vencem por 3-1 no Estádio dos Arcos) e confirmaram a pré-época em crescendo.

Nuno Espírito Santo escolheu o mesmo onze do jogo de apresentação, no sábado, frente ao Villarreal, com apenas três jogadores que não fizeram parte do plantel do FC Porto 2015/16: Felipe, Alex Telles e Otávio, que esteve emprestado ao Vitória de Guimarães. O Rio Ave respondia ao 4-3-3 portista com um 4-4-2, oferecendo a iniciativa aos Dragões mas nunca perdendo a organização. Na primeira parte, as duas equipas lutaram arduamente por cada centímetro de terreno, com os portistas a entrar bem e a ficar perto do golo logo aos cinco minutos, após uma rápida troca de bola entre Herrera, André André, Otávio e André Silva, que não conseguiu o remate final.

No entanto, à primeira oportunidade de golo, a equipa da casa marcou: Heldon apontou o canto e Marcelo cabeceou ao primeiro poste, não dando hipótese a Casillas. A reação dos Dragões foi quase imediata e, apenas quatro minutos depois, o empate surgiu do pé direito de Corona, que aproveitou uma bola ganha por André Silva na área e não a deixou cair, rematando de pronto. O mexicano esteve perto de concretizar a reviravolta antes do intervalo, quando acertou no poste, aos 42 minutos, após um grande passe de Danilo.

Os 15 minutos iniciais da segunda parte foram decisivos para o resultado, com o FC Porto a entrar forte e a soltar-se, sobretudo depois do 2-1, apontado por Herrera, num remate colocadíssimo de fora da área, aos 52 minutos. Otávio, Corona e André Silva criavam muitas dificuldades à defesa contrária, com velocidade e objetividade, e os azuis e brancos acabaram por chegar ao 3-1 por André Silva, que aproveitou a recarga ao seu próprio penálti, que Cássio defendeu. O lance nasceu de uma falta de Marcelo sobre Otávio, que se isolava. O defesa foi expulso e os três pontos pareciam estar ao virar da equina.

Ainda houve que suar um pouco, porque Fábio Veríssimo viu uma agressão de Alex Telles num lance em que só houve simulação de Heldon, que enganou o árbitro. Com dez contra dez, o FC Porto soube gerir o resultado com segurança e os visitados nunca pareceram perto de colocar o resultado em perigo. Nuno lançou Layún para compensar a expulsão de Alex Telles e ainda estreou o avançado Depoitre, que substituiu André Silva, que já vai em cinco jogos consecutivos a marcar. No regresso ao estádio onde começou a carreira de treinador, Nuno entrou com o pé direito e, para todos os efeitos, os Dragões já vão na frente da Liga. Agora segue-se o play-off da Liga dos Campeões e o desafio de ultrapassar a Roma, esta quarta-feira, no Estádio do Dragão.

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