Treinador garante que Dragões estão preparados para competir na 1.ª jornada da Liga e não destacou individualidades.

Nuno Espírito Santo fez na tarde desta quarta-feira a antevisão da deslocação ao terreno do Rio Ave (sexta-feira, 20h30), a contar para a primeira jornada da Liga e que será ainda a sua estreia como treinador dos Dragões em partidas oficiais. Respondendo a uma pergunta sobre o reforço Laurent Depoitre, o técnico revelou uma ideia que será chave durante a época 2016/17: a força do FC Porto “será a equipa” e não as individualidades. A esse propósito, esclareceu que nenhum jogador do plantel será uma “carta fora do baralho” e garantiu uma equipa “preparada para competir” em Vila do Conde. No final da conferência de imprensa, deixou ainda uma “palavra de ânimo e coragem” para as pessoas afetadas pelos incêndios em Portugal e para os bombeiros que os combatem.

Um campo difícil
“Sabíamos que na primeira jornada tínhamos uma deslocação a Vila do Conde, que é um campo tradicionalmente difícil, de uma boa equipa. Preparámo-nos muito e bem e queremos competir, com consciência das dificuldades mas motivados e com vontade de trazer os três pontos.”

Sem cartas “fora do baralho”
“Desde o início do trabalho, a 28 de junho, sabíamos que nem todos íamos estar juntos no início da época. Cabe-nos tomar decisões e fizemo-lo com o máximo de atenção e respeito, com bastante observação. Fala do caso concreto do Aboubakar, mas há mais, todos diferentes uns dos outros. O Aboubakar não é uma carta fora do baralho, assim como todos os jogadores do FC Porto.”

Regresso a Vila do Conde
“Naturalmente que ir a Vila do Conde, jogar contra o clube em que iniciei a carreira como treinador, será sempre especial, assim como será contra qualquer adversário que tenha representado. Tenho lá amigos, mas eles sabem que vou competir. Será especial apenas pelo regresso a um estádio onde partilhei muito trabalho e dedicação.”

A inscrição de Depoitre
“Sabíamos que podia acontecer a impossibilidade de ele jogar no play-off, mas mesmo assim decidimos tentar, e ele não veio tirar o lugar a ninguém. Não pensamos no jogo com a Roma, mas sim no jogo com o Rio Ave e contamos com todos os que acharmos convenientes. O Depoitre é um jogador que conheço, que defrontei, com caraterísticas que nos podem dar muitas soluções. Temos de ter consciência de que no FC Porto, este ano, a base não serão as individualidades, a força será a equipa e o grupo e todos serão importantes nesse sentido.”

Preparados para a luta
“Temos consciência do caminho difícil que temos para percorrer e de quão fortes teremos de ser para conseguir o que queremos. E apenas o vamos conseguir com trabalho, porque o trabalho traz vitórias e as vitórias trazem títulos. Temos consciência da responsabilidade que temos, o FC Porto não pode estar quatro anos sem títulos. Após mais de 50 treinos, e sete jogos de preparação, a equipa está bem. Sabemos que não é um processo terminado, queremos construir uma equipa capaz de ir crescendo de forma sustentada no tempo. Estamos preparados para competir esta sexta-feira e temos todas as garantias de que o vamos fazer.”

O apoio dos adeptos
“Ficámos todos satisfeitos por sentir esse apoio de forma constante durante todo o jogo, até antes, na festa. Sabemos da importância que os adeptos têm e gostava que estivessem em grande número no Estádio dos Arcos para nos apoiar. Tudo faremos para os agradar e sair com os três pontos, que é o mais importante.”

Rendimento tem de ser “permanente”
“Tudo se complementa, desde que haja espírito de cooperação permanente entre todos, em que todos os integrantes do plantel serão importantes. Todos os dias serão decisivos, por uma razão: rendimento. O rendimento tem de ser permanente no treino e no jogo.“

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